The Way
Preciso me encontrar
Deixe-me ir, preciso andar,
vou por aí; a procurar,
rir para nao chorar.
Quero asistir ao sol nascer,
ver as águas dos rios correr,
ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver,
Deixe-me ir, preciso andar,
vou por aí; a procurar,
rir para não chorar,
Si alguém por mim perguntar,
diga que eu só; vou voltar,
Após que eu me encontrar.
Quero...

Quarta-feira, Agosto 25, 2004

<Foggy Nelson> Droga, as coisas não estão tão bem quanto eu gostaria.

<Foggy Nelson> <!--7:28 PM-->

Segunda-feira, Julho 05, 2004

<Foggy Nelson> Não sei mais chorar.
Olho ao redor e nem ao menos sinto vontade de reagir, aquela velha inquietação apagou.
Eu estava tão habituado aquela persona, gastei meus melhores anos e poderes nela aperfeiçoando-a, entalhando como um poeta parnasiano, restringindo, criando e recriando.
Mas morreu, levou consigo boa parte do que era meu, tudo que ficou é tão fraco.

<Foggy Nelson> <!--11:20 PM-->

Quinta-feira, Julho 01, 2004

<Foggy Nelson> "First we fell then we fall"

James Joyce

Ando com vontade de escrever, vou comprar um bloco de notas.

<Foggy Nelson> <!--9:26 PM-->

Domingo, Junho 27, 2004

<Foggy Nelson> 


Elegia 1938
Carlos Drummond de Andrade

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século, a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

<Foggy Nelson> <!--12:35 PM-->

Sábado, Junho 12, 2004

<Foggy Nelson>  Autonomia
Cartola

É impossível nessa primavera eu sei
Impossível pois longe estarei
Mas pensando em nosso amor
Amor sincero
Ai, seu eu tivesse autonomia
Se eu pudesse gritaria
Não vou não quero

Escravizaram assim um pobre coração
É necessário a nova Abolição
Pra trazer de volta a minha liberdade
Se eu pudesse gritaria amor
Se eu pudesse brigaria amor
Não vou, não quero

<Foggy Nelson> <!--2:18 PM-->

Quinta-feira, Junho 10, 2004

<Foggy Nelson> Sinto mas esta tristeza eu guardo só para mim.

<Foggy Nelson> <!--3:13 PM-->

Segunda-feira, Maio 31, 2004

<Foggy Nelson> Acontece.
(Cartola)

Esquece nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai sofrer, vai chorar, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.

<Foggy Nelson> <!--12:27 AM-->

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